Luka se aproximou, tão perto, e os lábios dele encontraram os meus. O beijo não era apressado nem exigente; era paciente, suave, mas cheio de algo que eu não sabia nomear, algo que derretia os anos de medo que eu carregava. Meu corpo tremia, não de vergonha, mas de alívio, por ter alguém que finalmente me aceitava inteira, sem pedir nada em troca.
— Pode andar pela casa, conhecer tudo — disse ele, afastando-se apenas o suficiente para que eu pudesse respirar. — Preciso resolver algumas coisas