Hesitei, mas meu corpo já não encontrava forças para discutir. Me deitei na cama, enrolando-me na coberta, sentindo o calor ainda pulsando no meu corpo, misturado ao choque do que acabáramos de compartilhar. Cada centímetro da minha pele parecia viva, alerta, lembrando-me de cada toque dele.
Em vez de se afastar, ele se deitou ao meu lado, perto demais para que eu pudesse ignorar a presença dele. O calor dele atingiu meu corpo e, de repente, toda a tensão acumulada transformou-se em um frio excitante que percorreu a minha espinha.
— Já te falei, relaxa — murmurou ele, firme, mas suave, o olhar cravado no meu. — Eu não vou fazer nada com você. Só quero que durma em segurança.
Meu corpo permanecia rígido, tenso. Segurança? Essa palavra aqui dentro do Ministério soava até patética. O medo não me deixava soltar o ar. Temi que alguém pudesse nos ver, ou que ele pudesse machucar-me. Embora nunca tivesse, toda a desconfiança que o mundo me ensinara me manteve alerta.
A pergunta escapou