— Então, — Gregor prosseguiu — ontem à noite, depois que o jantar terminou, eu percebi. Sua reação. — Gregor assobiou baixo, quase como se estivesse saboreando cada palavra.
Olhei de soslaio para Erick. Suas mãos estavam cerradas em punhos, os nós dos dedos brancos de raiva contida. O ar parecia pesado, denso, como se cada respiração pudesse explodir em conflito. Ele estava… furioso. E isso me fez tremer.
— Eu entendi, Erick. — Ele passa a mão nos olhos como se estivesse cansado. — Você deseja… foder Isabel. — A risada dele era estranha, perturbadora, como se estivesse contando um segredo obscuro do tempo. — Não, não se acanhe, meu amigo. Isabel tem esse poder. O mundo moderno chama de poder feminino, mas nós sabemos bem o que é. Isabel nasceu corrompida. Todas as mulheres fazem, mas ela… ela gosta, e é por isso que o diabo está sempre à espreita. Ela consegue tentar um homem sem que ele sequer toque nela.
Meu corpo gelou. Cada palavra atravessava minha pele como lâminas invisív