apenas assenti, mas por dentro, cada palavra dele se tornava um prego cravado no plano da sua morte.
Gregor passou a mão pelo queixo, os olhos semicerrados como se buscasse algo no fundo da própria mente. Um brilho diferente surgiu ali, um brilho que me fez manter a respiração contida, porque eu já sabia onde aquela conversa ia parar.
— Há exceções, claro… — ele começou, a voz mais lenta, quase apreciativa. — Algumas não quebram fácil. Algumas têm um fogo dentro delas que demora a se apagar.
Meus músculos se contraíram antes mesmo de ele pronunciar o nome.
— Isabel… — o som saiu arrastado, como se saboreasse cada sílaba. — Ah, aquela menina é interessante. Insolente, teimosa, sempre pronta a desafiar. Já me fez perder a paciência tantas vezes… mas é justamente isso que a torna fascinante.
Minhas mãos cerraram discretamente, mas mantive o rosto impassível. Por dentro, eu queria atravessar aquela mesa e enfiar minha faca na garganta dele.
Gregor riu baixo, inclinado para trás na