Ela reunia cada fio como se recolhesse fragmentos de si mesma, mas o que me chamou a atenção não foram as mãos, foram os olhos. Novamente, Rápidos, furtivos, tentando medir até onde eu estava observando.
— O que foi? — perguntei, sem pressa, a voz cortando o silêncio.
Ela desviou, voltou à tarefa. Fingiu que não tinha ouvido.
— O gato comeu sua língua? — insisti, inclinando-me para frente, um meio sorriso zombeteiro nos lábios.
Isabel parou por um instante, erguendo o rosto para mim com sur