Senti meu corpo trair minhas palavras, reagindo contra minha própria vontade. Meu coração disparava, minhas mãos tremiam, e mesmo com toda a raiva que eu sentia, havia algo dentro de mim que ansiava pelo toque dele. Ele sabia exatamente onde e como mexer, como fazer cada nervo, cada ponto sensível, se incendiar.
— Não adianta negar — murmurou, a voz rouca, cruel — Cada tremor seu, cada ajuste, cada respiração… tudo entrega mais do que você gostaria de admitir.
Fechei os olhos, tentando me afastar mentalmente, mas ele estava perto demais. Cada palavra dele parecia deslizar sobre a minha pele, cada olhar profundo queimava mais do que qualquer toque.
— Sabe, Rosa — disse, encostando a mão no meu ombro, apenas levemente, mas como se fosse fogo — você vai perceber que negar é inútil. A mente pode tentar controlar, mas o corpo é honesto demais.
Engoli em seco, lutando para manter o controle, mas minhas pernas tremiam, e minhas mãos não sabiam se se afastavam ou se seguravam em mim mesma