— Pode não ser agora, nem amanhã, mas todos eles vão pagar Emma, eu prometo.
Ela ainda soluçava, mas havia algo em seu olhar que começava a mudar. Talvez um fio de esperança, talvez apenas o reconhecimento de que não estava totalmente sozinha. Coloquei a mão suavemente em seu ombro, e ela não se afastou. Pequeno gesto, mas suficiente para que algo começasse a se formar: confiança.
— Você não está sozinha, — disse eu, quase sussurrando. — Eu já passei por isso, e vou ficar com você. Vamos sobreviver a isso juntas, eu prometo.
Ela respirou fundo, tentando recuperar o fôlego entre as lágrimas, e pela primeira vez desde que a encontrei, senti que havia uma pequena ponte entre nós. Algo que poderia se tornar amizade, aliança e, quem sabe, força para enfrentar tudo que o monastério nos impunha.
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A noite, quando a Madre Ágata me entregou o vestido, senti um arrepio que misturava estranhamento e fascínio. Era um vestido de noite, preto brilhoso, delicado, sem nada de vulgar, mas difere