A cama parecia afundar sob meu peso, ou talvez fosse meu coração, esmagado pelo medo e pelo cansaço. As lágrimas ainda escorriam pelo meu rosto quando me sentei na maca, os braços cruzados sobre o colo, tentando conter o soluço que insistia em subir. O exame ginecológico acabara de terminar; o médico, o de confiança da família, ajeitava os papéis, enquanto a enfermeira retirava os instrumentos com cuidado, quase delicadeza. O silêncio do quarto parecia pesado demais, preenchido apenas pelo som