Mundo de ficçãoIniciar sessãoNo dia seguinte, Otávio mandou uma mensagem.
OTÁVIO: Jantar. Hoje. Só amigos. Carol respondeu em um minuto: CAROL: Você mente muito mal. Otávio sorriu sozinho no elevador do prédio dela quando foi buscá-la. Ela entrou no carro com um vestido preto simples, cabelo solto, perfume limpo. Sem exagero. Mas bonita de um jeito que parecia intencional demais para ser “só amigos”. Otávio abriu a porta para ela. — Você tá linda. Carol ergueu uma sobrancelha. — “Só amigos” não elogiam desse jeito. Otávio sorriu, aquela coisa galanteadora que nele parecia fácil. — Eu sou educado. Carol entrou no carro, rindo. — Você é perigoso. O restaurante era chique, mas discreto. Luz baixa, mesas afastadas, gente rica tentando parecer normal. Otávio pediu champanhe como se fosse água. Carol olhou para ele. — Você tá comemorando o quê? Otávio deu um meio sorriso. — Que você aceitou vir. Carol bebeu um gole e balançou a cabeça. — Você está flertando! — É só charme — Otávio corrigiu. — É flerte! — Carol insistiu, e riu. E eles riram juntos, de verdade. Falaram de tudo: de como gente rica dramatiza problemas pequenos, de como imprensa transforma boatos em “fonte próxima”, de como Matteo era um caos ambulante, de como Isabela parecia enxergar almas, de como Júlio tinha cara de “eu daria um golpe se pudesse”. Carol contou uma história da vida dela, uma infância que não era de luxo, uma carreira construída em cima de “não”. Otávio ouviu com atenção real. Em certo momento, ele disse, sem pensar: — Você me dá paz. Carol ficou quieta por um segundo, o olhar dela amolecendo. — Paz vicia — ela respondeu, tentando brincar, mas a voz saiu mais baixa. — Cuidado. Otávio sustentou o olhar. — Talvez eu esteja cansado de me cuidar. Carol desviou primeiro. Pegou o copo, bebeu. — Você é intenso, Guerra. Otávio sorriu de leve. — E você gosta. Quando o jantar acabou, ele pagou sem deixar que ela visse o valor. Ela odiaria. Ela odiava esse tipo de gesto que vinha com posse. Ele levou Carol até o prédio dela em silêncio confortável. Na porta, ficaram parados por um segundo a mais do que “amigos” deveriam. Carol apertou a bolsa contra o corpo, como se fosse um escudo. Otávio olhou para ela, a vontade presa na garganta. — Eu disse que seria um jantar só de amigos — ele murmurou, risonho. Carol sorriu, curto. — Você mentiu. Otávio deu um passo, devagar. Não invadiu. Pediu com o corpo, não com a mão. Carol respirou fundo, como se estivesse lutando consigo. — Um beijo — ela disse, firme. — Um. Porque eu quero. Não porque você quer. Otávio se aproximou mais. — Um. Carol ergueu o rosto, tocou a gravata dele e puxou um milímetro, só para deixar claro: dessa vez, quem controlava era ela. O beijo começou suave. E então, em dois segundos, deixou de ser suave. Otávio encostou nela com cuidado, como se ela fosse algo raro. A mão dele foi para a cintura dela, firme, mas respeitosa. Carol correspondeu com um tipo de fome contida que ela vinha segurando há semanas. O mundo ao redor sumiu. O beijo aprofundou. Virou calor. Virou urgência. Otávio encostou a testa na dela por um segundo, respirando como se estivesse voltando à superfície. — Carol… — ele disse, rouco. — Não — ela sussurrou, e a palavra saiu fraca demais para ser ordem. Otávio não avançou. Ele só ficou ali, perto, as mãos ainda na cintura dela, esperando o que ela ia escolher. Carol fechou os olhos, como se estivesse xingando a si mesma. — Eu disse um — ela murmurou. Otávio deu um sorriso mínimo, frustrado e encantado ao mesmo tempo. — E foi um… Bem gostoso. Carol riu, nervosa, e o riso quebrou a tensão só o suficiente para ela recuperar o controle. Ela se afastou devagar, tocou a boca como se ainda sentisse o gosto dele. — Foi um beijo — ela declarou, firme, como quem tenta colocar o caos em caixa. — Um bom beijo. Otávio assentiu. — Foi. — Não significa nada — Carol insistiu, intercalando o olhar entre os olhos verdes dele e a boca carnuda. — Claro — ele mentiu, com a mesma calma com que mentia para investidores. Ambos ainda estavam perigosamente próximos, ofegantes do beijo. Otávio passou as costas da mão pelo rosto dela. Ela sabia que queria, e o pior era que ele sabia também. E assim começou o segundo beijo, intenso, com intenção. Ele a beijou com um fervor que era quase desesperado, sugando seu lábio inferior. Era um beijo que exigia tudo, uma mistura de desejo e necessidade que os consumia. Eles se separaram apenas o suficiente para entrarem no carro, seus corpos quase entrelaçados enquanto se moviam para o banco traseiro. — Isso é tão imprudente. Carol diz contra os lábios do empresário, ele ignora por completo e continua com os beijos, sabia que a vontade não esperaria eles subirem até o apartamento dela, iria ser ali e agora. Dentro do carro, a atmosfera estava carregada de tensão e antecipação. Otávio ficou por cima, seus beijos se tornando mais profundos e urgentes, ambos se despindo como dava. Ele deslizou as mãos sob seu sutiã, sentindo a pele suave. Ela arqueou contra ele, gemendo. Os gemidos de Carol se transformaram em urros quase primitivos quando ele começou a chupar suavemente um mamilo. Otávio a agarra pela cintura, seus dedos marcando a pele dela. Cada movimento era um esforço para se fundir, seus corpos se movendo juntos em uma dança primitiva. Os sons dos corpos eram crus e selvagens, Carol e Otávio se moveram juntos em um ritmo frenético, seus corpos cobertos de suor e seus corações batendo em uníssono. Quando o clímax começou a se aproximar, a respiração de Carol se tornou irregular e rouca. Ela agarrou os ombros dele com força, suas unhas cravando na pele enquanto ele a preenchia com uma profundidade que a deixava tensa. Os movimentos dele se tornaram mais rápidos, mais urgentes, cada estocada deixando cada vez mais perto do abismo. Otávio sentiu a tensão crescendo, suas mãos tremendo enquanto ele segurava firme os quadris dela. Cada fibra de seu ser estava focada no prazer dela, e quando sentiu o corpo de Carol começar a tremer e se contrair ao redor dele, ele sabia que estavam quase lá. Seus gemidos se transformaram em gritos, os olhos adequando-se com uma mistura de dor e êxtase. — Porra... Que delícia. ele gemeu, a voz rouca e urgente. — Não para, não para Otávio, não para... Ela gritou de prazer, olhos bem fechados, seu corpo arqueando enquanto o orgasmo tomava conta dela. Os músculos aquecidos tensionados e soltos, ondas de prazer explodindo em cada nervo. Ela agarrou-se a ele, as mãos tremendo enquanto ele continuou a mover-se dentro dela, buscando o próprio clímax, o corpo dela pulsando ao redor dele deixando tudo mais gostoso. Com um último empurrão fundo, Otávio estourou, seu próprio orgasmo invadindo. Ele urrou, o som primitivo e selvagem. Sentiu cada pulsação de si mesmo dentro dela, intenso, visceral. Ele se desmoronou sobre ela, ambos tremendo com a intensidade do prazer. O silêncio que se seguiu ao clímax era pesado, preenchido apenas pelo som de duas respirações tentando voltar ao normal. O suor esfriava na pele, e a realidade começava a bater à porta. Carol soltou um riso ofegante, a cabeça encostada no ombro dele, os olhos fixos no teto do carro luxuoso. — Estamos ferrados... — ela admitiu, sentindo o peso do que aquela entrega significava para o dia seguinte. Otávio a apertou mais um pouco, ainda sentindo o tremor nos músculos dela. — Por favor — ele pediu, a voz ainda vibrando de cansaço e satisfação. — Vamos deixar as consequências para amanhã.






