O consultório cheirava a lavanda e limpeza.
Era um perfume feito para acalmar, mas em Lilly só tornava tudo mais evidente: o lugar era real, o momento era real, e o que ela vinha empurrando para o canto mais distante da mente agora estava ali, sentado ao lado dela, exigindo ser encarado de frente.
Otávio Guerra.
Ele não parecia relaxado como em reuniões corporativas, nem arrogante como em festas.
Estava nervoso.
A constatação trouxe uma sensação estranha. Uma que Lilly não queria nomear.