Havia algo de diferente em Zoe Andreadis desde o nascimento.
Enquanto os outros bebês choravam, ela olhava — olhos abertos, fixos, curiosos, como se quisesse entender o mundo antes de pertencer a ele.
Anos depois, aquele olhar continuava o mesmo: profundo, inquieto e, às vezes, um pouco distante.
Zoe tinha vinte e quatro anos, era pintora e professora de arte em uma pequena escola em Santorini, onde o azul do céu se confundia com o do mar.
Filha de dois símbolos — Alexandros e Melissa Andreadis