A ruína vem em silêncio.
Não com explosões, mas com manchetes, telefonemas e olhares decepcionados.
Era o que Alexandros Andreadis descobria naquela manhã.
As notícias sobre sua recusa ao noivado com Sofia Katsaros já corriam o mundo empresarial como fogo em campo seco.
Os investidores exigiam explicações, e a imprensa, um espetáculo.
Mas ele não sentia arrependimento.
Só uma estranha paz.
— Você enlouqueceu?! — a voz de Nikolaus Andreadis ecoou pelo escritório, carregada de fúria e decepção.
Alexandros manteve-se calado, olhando pela janela o mar de Atenas ao longe.
— Anos de trabalho, reputação, alianças… e você destrói tudo por uma mulher? — continuou o pai.
— Por amor. — respondeu ele, enfim, com calma.
— Amor não sustenta um império! — o velho gritou, batendo a bengala no chão. — Você é um Andreadis, não um poeta!
Alexandros se virou, o olhar firme.
— Talvez seja hora de lembrar que fomos homens antes de sermos um nome.
Nikolaus o encarou, furioso e magoado.
— Eu fiz tudo isso po