Atenas amanheceu coberta por um véu de névoa, como se o próprio mar Egeu pressentisse a escuridão que estava por vir.
As ruas agitadas contrastavam com o silêncio do quarto onde Larissa e Niko tomavam café.
O jornal repousava sobre a mesa — a manchete, em letras negras, parecia gritar.
> “Larissa Botelho: a mulher por trás da queda de Niko Andreadis.”
“Documentos mostram que a brasileira influenciou decisões da fundação.”
Larissa leu em silêncio, o estômago se contraindo a cada linha.
Haviam publicado detalhes de sua vida pessoal — sua infância no Brasil, o tratamento médico do pai, até a história do contrato de casamento.
— Isso é absurdo — disse, fechando o jornal com força. — Eles distorceram tudo!
Niko pegou o jornal, o olhar gélido.
— Elias.
— Claro que foi ele — respondeu ela. — Só ele teria acesso a essas informações.
Niko se levantou e começou a andar de um lado para o outro.
— Ele não quer me destruir apenas financeiramente. Quer te usar para isso.
Larissa o olhou, firme.
— E