O relógio marcava sete da manhã quando o telefone tocou no quarto do hotel.
Niko atendeu ainda sonolento, mas a voz do outro lado o fez despertar num segundo.
— “Senhor Andreadis, aqui é do Conselho da Fundação. O senhor foi convocado para uma reunião de emergência, hoje, às dez horas.”
Antes que ele respondesse, a ligação foi encerrada.
Larissa, que acabara de sair do banho, observou o rosto dele empalidecer.
— O que houve?
— Eles sabem que voltamos à Grécia — respondeu ele, encarando o horizonte pela janela.
— E Elias Petros?
— Vai estar lá.
Ela sentiu um arrepio percorrer o corpo.
O nome dele parecia um fantasma — um eco que atravessava gerações e carregava o peso de tudo o que ainda estava oculto.
---
A sala de reuniões do edifício central da Fundação Elena Andreadis tinha janelas amplas e vista para o mar Egeu.
O mesmo mar que, anos antes, vira Elena sorrir, e que agora refletia o rosto tenso de seu filho.
Niko entrou acompanhado de Larissa e Alexis.
O murmúrio dos conselheiros c