O som distante do mar era a única coisa viva naquela madrugada.
Larissa acordou sobressaltada — o relógio marcava 3h47.
O vento batia nas janelas com força incomum, e por um segundo ela teve a estranha sensação de estar sendo observada.
Levantou-se, puxou o robe e foi até a varanda.
A mansão em Mykonos dormia, envolta por uma quietude quase densa demais.
Mas lá embaixo, junto ao portão, uma luz piscava — breve, intermitente.
Um carro preto. Motor ligado.
Ela franziu o cenho e apertou os olhos.