Dois dias haviam se arrastado como séculos.
Na mansão DeLuca, o tempo parecia suspenso. O silêncio era quebrado apenas por murmúrios de ordens, telefones que tocavam em vão e pelos roncos dos carros que iam e voltavam, trazendo sempre o mesmo vazio: nenhuma pista concreta de Rosalie.
Dona Lúcia já não comia nem dormia. Caminhava pela mansão como um fantasma, as mãos apertando o rosário, murmurando orações entre soluços. Sua figura, outrora firme como a matriarca respeitada, agora parecia quebra