A fúria dos DeLuca

O tiroteio cessou tão subitamente quanto começou. O salão, que a poucas horas fora um quadro de festa e luxo, agora era um cenário de destruição: mesas reviradas, taças estilhaçadas, pétalas de rosa manchadas de pó e sangue. O silêncio que ficou era pesado, cortante — não havia aplausos, apenas o eco dos passos apressados e respirações ofegantes.

Os homens da família DeLuca, ainda com o brilho do pó de pólvora nas roupas de festa, reuniram-se em círculo para avaliar os danos. Olhares duros cruzavam a sala. Capangas vasculhava cada canto em busca de pistas; alguns convidados tentavam esconder o terror por trás de palavras duras. Dona Lúcia, ajoelhava-se ao lado de Frank, empunhando um lenço enquanto atendia ao sangramento; a face dela mostrou, por instantes, um medo que nem todo o fingimento conseguiria apagar.

O senhor DeLuca caminhou entre os estilhaços como se pisasse sobre juramentos quebrados. Quando viu o espaço vazio onde Rose estivera momentos antes, algo se partiu dentro dele.
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