Rose despertou com um zumbido insistente no ouvido, como se abelhas a rondasse, e uma dor latejante pulsava em sua cabeça, memória viva do golpe que a derrubou horas antes. Abriu os olhos devagar, e a escuridão do quarto revelou apenas vultos de móveis pesados, todos de madeira maciça, talhados com riqueza de detalhes. A janela estava trancada, o vidro grosso refletia a própria sombra. O ar tinha o cheiro abafado de pó antigo misturado a lençois que não pertenciam a ela. O silêncio era absoluto