Você vai lembrar quem você é, Helena.
O céu estava limpo, de um azul quase insolente, e o vento fresco aliviava o calor do fim da manhã.
Eu caminhei devagar pelo parque, tentando esquecer o mundo por algumas horas. As árvores balançavam, as crianças corriam com balões coloridos, e por um breve instante, tudo parecia… normal.
Comprei um sorvete de morango numa barraquinha perto da fonte e me sentei num dos bancos. A cada colherada, sentia Aurora se mexer — como se também aprovasse a pausa.
— É, minha pequena, acho que a gente prec