Acordei com um barulho metálico arranhando o chão.
Um som agudo, irritante, que fez minha pele arrepiar inteira.
Demorei alguns segundos pra entender onde eu estava.
O ar era pesado, cheirava a mofo e gasolina. A cabeça latejava, o corpo doía — e só então percebi as mãos amarradas atrás das costas.
O pânico veio de uma vez.
Silêncio.
E então, uma risada.
— Finalmente acordou.
Ele apareceu na porta, iluminado por uma luz fraca de fora. Usava uma jaqueta escura e aquele mesmo sorriso arrogante