O ar saiu de mim como se alguém tivesse apertado um botão. A voz dele — a voz do desgraçado — ainda ecoava no meu ouvido quando o telefone caiu da minha mão. Tudo ao redor virou ruído: passos, rádios chiando, vozes do meu time virando uma babel distante. Só havia uma coisa clara: ela estava em perigo real, e Rafael tinha as mãos naquele troço doentio.
Me recompus num tempo que me pareceu eterno e agarrei o celular de novo.
— Guga — disse no primeiro toque — liga já pra delegacia. Diz que é seq