Meus passos soam como martelos nas tábuas do corredor e a governanta nem precisa olhar para saber quem caminha, pois o som já acorda antes mesmo da luz se espalhar. Ela se ergue do leito com o lençol ainda embolado nas mãos, os olhos arregalados, a face marcada pelo susto. Nunca vinha a esta ala da Mansão e isso, por si só, já dizia tudo aos servos que vivem com medo de meus humores.
— Sr. Bonanno. As palavras escapam dela pequenas, inúteis, como se um pedido pudesse anular o que eu sinto. Eu