Capítulo 30

Logo após o anoitecer, Felicia me despiu do sono irregular com a delicadeza de um aviso ou de uma provocação. Ela entrou no quarto com uma xícara de café balançando diante do meu nariz, olhos faiscando como se a bebida fosse uma oferenda sagrada. Estava empoleirada na beirada da minha cama, vestida com um tubinho preto que abraçava cada curva como se tivesse sido feito para um corpo mais jovem e mais leve.

Parecia uma vampira moderna: lábios escuros, pele pálida, e aqueles olhos delineados de carvão que não sabiam disfarçar a ânsia. Eu sabia, sem sombra de dúvida, que ela não teria conseguido ficar longe. Felicia nunca conseguia.

— O que você está fazendo? Perguntei, a voz ainda grossa de sono.

— Conte-me tudo, disse ela, inclinando-se para frente, e houve na voz o leve tremor de quem saboreia um segredo que não lhe pertence. Seus olhos me atravessaram, procurando frestas, vasculhando qualquer sinal de confissão. Seus olhos são escuros, delineados de preto, e ela não consegue cont
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