Logo após o anoitecer, Felicia me despiu do sono irregular com a delicadeza de um aviso ou de uma provocação. Ela entrou no quarto com uma xícara de café balançando diante do meu nariz, olhos faiscando como se a bebida fosse uma oferenda sagrada. Estava empoleirada na beirada da minha cama, vestida com um tubinho preto que abraçava cada curva como se tivesse sido feito para um corpo mais jovem e mais leve.
Parecia uma vampira moderna: lábios escuros, pele pálida, e aqueles olhos delineados de