O caos toma a casa com a violência de uma tempestade. Outro homem na sala dispara vários tiros seguidos enquanto se joga atrás de uma mesinha de centro, arrastando-a para frente do próprio corpo como se fosse um escudo improvisado. O barulho de vidro estilhaçando, móveis quebrando e balas ricocheteando contra as paredes me invade pelos ouvidos, mas nada fixa de verdade na minha mente.
Nada importa.
Só uma coisa importa.
Rosália.
Vou direto para o corredor, Francisco colado ao meu lado, os dois avançando como máquinas preparadas para matar ou morrer. Começamos a verificar os quartos um a um. No primeiro, encontramos um homem tentando desesperadamente rastejar pela janela um rato encurralado. Ele chega a erguer o rosto, mas Henrique nem hesita em disparar um tiro que atravessa sua cabeça. O corpo cai pesado no chão, o sangue espalhando-se rapidamente. Limpamos o ambiente, confirmamos que não há mais ninguém e seguimos em frente.
O próximo quarto tem uma porta fechada.
Atrás dela… algo