Sinto o peso do momento apertando meu peito, e Francisco se aproxima para segurar o desgraçado para mim, como se pudesse antecipar a fúria que ainda pulsa na ponta da minha faca.
— Eu posso fazer isso a noite toda digo, encarando o desespero escorrendo pelo rosto dele.
A frase sai firme, mas não é totalmente verdade. As sirenes ao longe já começam a se aproximar um eco crescente, uma ameaça inevitável. Alguém ouviu os tiros. Alguém chamou a polícia. O tempo está contra mim.
E eu ainda preciso