Amara
Acordei com o som insistente dos celulares vibrando. A televisão da sala, que eu tinha esquecido ligada no mudo, mostrava meu rosto ao lado do de Damian em tela grande, repetindo vídeos editados.
Sentei na cama, o coração acelerado, a respiração curta. O dossiê de Voss tinha corrido como veneno pela cidade: “rituais de seita”, “violência empresarial”, “lobo da cidade”. As imagens recortadas mostravam arranhões na minha pele, marcas que eu conheço, agora usadas como “prova”.
— Não — disse