Amara
O telefone vibrou às 08h17. A notificação apareceu como um arranhão no vidro: “Ar… 12… escuro.”
O nome da remetente me gelou o estômago: Lia.
— Lia? — chamei no viva-voz. — Onde você está? Fala comigo.
Nada. Três pontos tentando escrever outra coisa e sumindo. Depois, nada.
O pulso brilhou por dentro. A marca acendeu como um farol inquieto. Damian não estava na cobertura, tinha saído cedo com Viktor para revisar uma rota. Eu sabia onde ele estava, mas o que importava, naquele minuto, era