Amara
O barulho me arrancou do sono como um puxão invisível. Abri os olhos e o quarto estava mergulhado em prata, a lua cheia atravessando as cortinas semi abertas.
O relógio marcava pouco depois das duas. Meu corpo sabia que algo estava errado antes da mente registrar.
O silêncio da cobertura não era o mesmo, havia um som baixo, grave, como se o prédio respirasse junto comigo.
Levantei devagar, pés descalços, o coração acelerado. Passei pelo corredor e a cada passo a sensação de ser observad