Amara
Acordei com ausência. Não a do silêncio, mas a dele. O relógio passava das nove e a cobertura andava em bicos de pé, como se alguém tivesse mandado diminuir o volume do mundo. Coloquei a cabeça para fora do quarto.
— Damian? — chamei. Nada.
Vesti algo simples e saí. A funcionária na cozinha abaixou os olhos.
— Damian… Ele saiu?
— Não tenho essa informação.
Frase treinada. Agradeci e segui. Na varanda, a cidade brilhava, inocente. O celular vibrou, Lara:
— “Você está bem?”
Digitei:
— “Es