LARA
O beijo começa despretensioso. Um daqueles que nascem de um olhar demorado e uma mão pousada devagar demais sobre a cintura. Mas não demora para se aprofundar. Os lábios dele tocam os meus com intenção e carinho, e minha mão se prende ao colarinho da camisa como se fosse hábito. Como se fosse casa.
Estamos na sala de jantar, o sol entrando preguiçoso pelas janelas altas, e o mundo parece suspenso por um fio invisível.
Até que a realidade entra com salto e ironia.
— Bom dia, casal! Está no