DORIAN
O relógio na parede marca quase três da manhã. Não sei há quanto tempo estou aqui, sentado nessa poltrona de couro da antessala, com o notebook equilibrado nos joelhos e o telefone preso entre o ombro e a orelha. A tela emite uma luz azulada que machuca meus olhos, mas continuo. Porque parar é mais perigoso do que seguir.
Benjamin ainda fala do outro lado da linha, detalhando contratos, danos, especulações do mercado e movimentações silenciosas do Brent. O mundo corporativo tem o dom de