O jatinho espera na pista como um presságio.
Elegante, impecável, com as luzes suaves refletindo no metal polido. Parece parte do universo dele — o mundo onde tudo é sob controle, onde nada o atinge. Eu não pertenço a esse mundo. Nem a esse voo.
Dorian segura a porta da aeronave para mim, como se fosse algo banal. Como se voar em um jato particular fosse rotina. Para ele, talvez seja. Para mim, não.
Meus pés congelam no primeiro degrau.
Ele percebe.
— Você está pálida — diz, com a voz baixa, ob