LARA
O carro preto estaciona diante da casa como um corte na paisagem impecável do jardim. Eliza me avisou que estava no caminho. Ainda assim, meu coração acelera como se não soubesse o que esperar.
Saio pela porta da frente antes que o motorista desça. A manhã está nublada, mas a clareza é suave. Quase como se o dia, por si só, saiba que ela está chegando.
Quando a porta traseira se abre, é o rosto da minha mãe que vejo primeiro.
Mesmo pálida, mesmo mais magra do que eu me lembrava, ela sorria