DORIAN
A casa está mergulhada em silêncio.
Não o tipo de silêncio confortável. Mas aquele que pulsa. Que pesa.
Meus passos são leves no corredor escuro. Luzes apagadas, cortinas cerradas, sombras alongadas pelas frestas de luz da rua. O relógio da sala acabou de marcar três da manhã. Poderia ter ido dormir. Poderia ter ignorado o impulso. Mas estou aqui.
Parado diante da porta do quarto dela.
A porta que prometi não cruzar.
A primeira regra que estabeleci comigo mesmo quando ela entrou de volta