LARA
O terceiro dia amanhece com neblina.
A paisagem que ontem parecia saída de um cartão postal agora se esconde sob um manto opaco, como se o mundo lá fora tivesse decidido se calar. É estranho, porque o chalé continua aquecido, a lareira acesa, o café servido com esmero. Mas há algo diferente. Sutil. Quase imperceptível. Como um arrepio que não vem do frio.
Tomo meu café em silêncio, sentada na poltrona junto à janela. Dorian está na cozinha, assoviando uma melodia antiga enquanto corta frut