LARA
Fecho a porta do quarto com tanta força que as paredes parecem estremecer. O barulho ecoa como um grito que eu ainda não soltei — mas que vibra inteiro dentro de mim.
— Ela está rindo, Dorian — digo, sem me virar. — Ela está rindo.
Ando até a janela, depois volto, sem saber para onde ir com tanta coisa dentro do peito. Meus passos são rápidos, descompassados, como se o chão não fosse suficiente para conter a fúria que cresce.
— Ela passou dias em coma. Mal acordou. Ainda tem dificuldade pa