No fim da tarde, sentei-me com minha mãe na varanda, onde o vento carregava o cheiro do mar e o som das ondas chegava abafado, como um lembrete de que eu estava longe de toda a confusão da cidade. Ela me olhou de um jeito curioso, aquele olhar que só mãe tem, capaz de atravessar qualquer fachada.
— Você está diferente, filha — ela disse, com a voz calma, mas firme. — Não sei se é coisa boa ou ruim.
Sorri de leve, tentando aliviar a tensão que ela, sem saber, provocava.
— Talvez seja um