Sebastian
Quando Danilo me liga, a primeira coisa que sinto é um soco seco no peito. A voz dele soa abafada, meio rouca pelo cansaço, mas há uma ponta de urgência ali que me faz levantar da cadeira antes mesmo de entender tudo.
— Encontraram o Kaisen — ele diz. — Ele está vivo.
Fico alguns segundos em silêncio, sem conseguir reagir. Vivo. A palavra soa quase impossível, como se fosse uma miragem depois de dias respirando o gosto do medo.
— Como está o estado dele? — pergunto, já andan