Demorei um tempo para me recompor. As lágrimas secaram no meu rosto, mas ainda havia um peso latejando no peito, como se cada palavra do meu pai tivesse deixado uma cicatriz invisível. Respirei fundo, limpei as marcas da emoção com as próprias mãos e, diante do espelho discreto que ficava na sala, ajeitei o batom e o cabelo. Eu não podia permitir que ninguém me visse quebrada.
O celular vibrou mais uma vez sobre a mesa. Nathaniel. A tela mostrava o nome dele repetidamente em chamadas que eu ha