Capítulo 6

O almoço já estava pronto.

O cheiro de comida caseira preenchia a casa inteira, misturado ao som suave da Sophie ajeitando os pratos sobre a mesa. Eu a observava de longe, encostado no batente da porta da cozinha, tentando parecer deslocado o mínimo possível naquele espaço que claramente não me pertencia.

Ela se movia com naturalidade ali. Sem tensão. Sem armaduras.

Era outra Sophie.

Ou talvez fosse a mesma só sem o peso que Nova Iorque sempre colocou sobre ela.

A porta da frente se abriu, e a voz veio logo em seguida:

— Soph, cheguei.

— Na cozinha! — ela respondeu sem nem levantar a voz.

Poucos segundos depois, o pai dela apareceu no vão da porta. Não houve surpresa, nem pausa, nem aquela necessidade de se reconhecer depois de tempo demais. Ele simplesmente se aproximou e beijou o rosto da filha, rápido, cotidiano.

— Tá com fome? — ele perguntou.

— Muita. — ela respondeu. — Lava a mão que já tá tudo pronto.

Ele sorriu, passou por ela, mas antes de sair, pousou a mão no omb
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