O almoço já estava pronto.
O cheiro de comida caseira preenchia a casa inteira, misturado ao som suave da Sophie ajeitando os pratos sobre a mesa. Eu a observava de longe, encostado no batente da porta da cozinha, tentando parecer deslocado o mínimo possível naquele espaço que claramente não me pertencia.
Ela se movia com naturalidade ali. Sem tensão. Sem armaduras.
Era outra Sophie.
Ou talvez fosse a mesma só sem o peso que Nova Iorque sempre colocou sobre ela.
A porta da frente se abriu,