Fiquei parada, sentindo o peso daquelas palavras descer pelo meu corpo como uma onda lenta demais para ser evitada.
Amor.
Não era algo que eu esperava ouvir ali. Não daquela forma. Não agora.
— Liam… — minha voz saiu instável, quase irreconhecível até para mim. — Você não pode dizer isso como se resolvesse alguma coisa.
Ele não respondeu de imediato. Apenas me observou, atento demais, como se qualquer movimento meu fosse decisivo.
— Eu não estou dizendo pra resolver — respondeu, por fim. — Estou dizendo porque é a verdade.
Desviei o olhar, encarando a pia, a janela, qualquer coisa que não fosse aquele homem que acabara de transformar tudo em algo ainda mais perigoso. Porque ouvir que ele me amava não me tranquilizava. Me apavorava.
— Você tem ideia do que está pedindo? — perguntei, enfim, a voz firme apesar do nó no estômago. — Você fez um acordo às escondidas com o homem mais perigoso que eu já conheci. Um homem que controla a própria filha como se fosse um ativo, uma extensão do imp