CONNOR
Meu dedo pairou sobre a tela do celular tempo demais.
Eu já tinha ensaiado aquela ligação umas dez vezes na cabeça. Em todas, eu desligava antes do primeiro toque. Em todas, eu dizia a mim mesmo que silêncio também era uma escolha. Até perceber que o silêncio, naquele ponto, estava virando covardia.
Quando finalmente liguei, meu coração batia como se eu estivesse prestes a cometer outro erro irreversível.
Ela atendeu rápido demais.
— Você não devia ligar.
A voz dela saiu firme, controlad