CONNOR
Dois meses depois...
Quando o telefone da Brooke toca, ela está encostada em mim no sofá, distraída demais para perceber o nome na tela.
— É o meu pai — ela diz, erguendo o celular como quem anuncia uma mudança no clima.
Não é susto. É atenção.
Atendo ao olhar dela enquanto ela conversa. O tom é leve, quase casual, mas conheço Brooke o suficiente para perceber o cuidado excessivo nas respostas.
— Almoço de domingo? — ela repete. — Sim… sim, claro.
Desliga.
Fica em silêncio por alguns segundos.
— Ele convidou nós dois — diz, finalmente.
Nós dois.
Não pergunta se eu quero ir. Não precisa. O peso está na implicação, não na logística.
— Blanca vai estar? — pergunto.
— Vai. E o marido.
Assinto. Justo.
— Se você não se sentir pronta… — começo.
— Eu me sinto — ela me interrompe. Pensando um pouco. — Você não vai comemorar seu aniversário? — pergunta. Lembro que meu aniversário é no domingo.
— Domingo vou buscar as gêmeas e estarei com você, já é comemoração o suficiente, amor — falo,