BROOKE
BROOKE
Quando a porta se fecha atrás dele, o apartamento não fica vazio.
Fica em silêncio bom.
Aquele que não ecoa culpa nem abandono. Só espaço. Pela primeira vez em muito tempo, não preciso me encolher dentro de mim mesma para caber.
Lavo a louça devagar. O prato que ele usou. O copo. Gestos pequenos, mas cheios de significado. Não estou tentando congelar o momento. Só reconhecê-lo.
O dia passa sem pressa. Trabalho, mensagens, rotina. Mas algo em mim está… diferente. Como se uma parte que ficou em suspensão por um ano tivesse sido gentilmente colocada de volta no lugar certo.
À noite, meu celular vibra.
Connor:
Tô pensando em você. Posso passar aí? Sem bagunçar sua paz.
Sorrio sozinha. Idiota.
Eu:
Pode. Minha paz aguenta você agora.
Ele chega meia hora depois. Não bate — toca a campainha, respeitoso demais para um homem que já conheceu cada parte minha. Abro a porta e ele está ali, com uma sacola de papel na mão e aquele olhar contido que aprendeu a não invadir.
— Trouxe vin