Capítulo 37 • Brooke

BROOKE

A pipoca já tinha passado do ponto ideal, mas ninguém reclamou.

Blanca estava esticada no sofá, pernas cobertas pela manta, segurando o balde como se aquilo fosse um escudo emocional. Na TV, alguma comédia romântica previsível demais tentava convencer a gente de que tudo sempre se resolve em duas horas, com trilha sonora fofa e beijo final.

Mentira.

Eu estava sentada no chão, encostada no sofá, mexendo distraída no celular sem realmente ver nada. A casa cheirava a manteiga, açúcar e aquele silêncio confortável de quem evita certos assuntos por pura sobrevivência.

— Esse filme é horrível — Blanca comentou, sem tirar os olhos da tela.

— Você que escolheu — respondi.

— Eu escolhi porque é horrível. — deu de ombros. — É reconfortante.

Ri pelo nariz. Era isso. Coisas ruins, mas conhecidas, doíam menos.

O filme seguiu mais alguns minutos, até Blanca pausar do nada.

— Brooke.

Só meu nome. Nada mais.

Meu corpo inteiro ficou atento. Quando Blanca me chamava assim, sem piada, sem ironia…
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