EPÍLOGO — 3 ANOS DEPOIS
BROOKE
A casa nunca fica realmente silenciosa.
Mesmo quando as crianças dormem, existe um som de fundo: o respirar tranquilo no quarto ao lado, alguns brinquedos esquecidos no corredor, o rangido leve da porta do quarto das gêmeas quando o vento passa. Sons pequenos, cotidianos. Sons que eu aprendi a amar.
Estou sentada no chão da sala, encostada no sofá, organizando uma caixa de desenhos. Moon desenhava pessoas com cabeças grandes e cores improváveis. Sun sempre preferiu linhas retas, casas bem definidas, sempre com portas fechadas e janelas abertas. Agora elas estão desenhando na mesa de centro, ouvindo algumas música infantil que apenas Connor sabe o nome.
Nosso filho dorme no quarto, espalhado na cama como se ocupasse o mundo inteiro, mesmo sendo tão pequeno.
Connor está na cozinha. Ouço o barulho de talheres, um resmungo baixo, seguido de um “droga” que me faz sorrir. Ele provavelmente acabou de se queimar nas panelas. Ele nunca foi silencioso. Nunca foi c