CONNOR
A casa fica silenciosa depois que fechamos a porta.
Não um silêncio vazio — um silêncio cheio. Daqueles que vêm depois de um dia bom, quando o corpo cansa, mas a alma continua acordada. Moon adormece primeiro no banco de trás, a cabeça caída para o lado, boca aberta sem nenhuma vergonha. Sun luta mais um pouco, como se dormir fosse perder algo importante, mas apaga antes de chegarmos ao prédio.
Carrego Moon no colo. Brooke pega Sun com cuidado, murmurando algo baixo, quase um pedido de desculpa por acordá-la. Vejo isso e penso em como ela aprendeu rápido a ser casa para as minhas filhas sem nunca tentar ocupar um lugar que não era dela.
Ela só ficou.
Coloco Moon na cama, ajeito o cobertor. Sun se mexe, abre um olho.
— O bebê já dormiu? — pergunta, sonolenta.
Brooke ri baixo.
— Ainda não, amor. Mas já tá quase.
Sun parece satisfeita com a resposta. Vira de lado e dorme de vez.
Fecho a porta devagar.
Na sala, Brooke está em pé, uma mão apoiada na lombar, a outra na barriga. O ve