Quando um homem põe o passado no bolso e aprende a respirar presente
AMARO CASSANI
Orlando amanhece diferente. O sol entra pela janela como quem tem pressa de me ver inteiro. É uma sensação que eu conheço — lembro dos meus vinte anos, daquela inquietação boa no dia em que ia ver a Laura, da mesma ansiedade que me sacudia antes do casamento. Sorrio sozinho.
Caralho, como uma mulher pode te tirar do chão assim? Não é só o sexo — embora não minta a fome — é a presença. É querer estar perto, é o de