Quando proteger alguém se confunde com querer essa pessoa
ANDRÉ MARTINS ALBUQUERQUE
Minhas mãos estão suando. O couro do braço da poltrona do jatinho parece escorregar entre meus dedos. Faz pouco mais de dois meses que não vejo a Norman, mas parece uma eternidade. O coração dispara como se fosse uma corrida sem linha de chegada. Em frente a mim, sentado com a mesma calma de sempre, está o Ravi. Mas eu conheço aquele olhar. Ele não está só olhando pela janela; ele está lendo cada centímetro do m