Quando um contrato se transforma em desejo
Norman Andrade Paixão
O silêncio na suíte era pesado, diferente de qualquer silêncio que já experimentei. O ar cheirava a uísque, suor e algo proibido. Ele estava sentado à beira da cama, nu, o corpo ainda úmido, os músculos tensos como se carregassem o peso do mundo. O lençol mal cobria minhas pernas, mas não era isso que me deixava desconfortável — era o olhar dele.
— Norman… — a voz saiu baixa, controlada, mas com uma urgência que queimava. — Eu sei